Divergêncis no seio do governo israelita por causa do reatamento do diálogo com a Síria.
O líder da extrema direita, Avigdor Lieberman que detém o ministério dos Negócios estrangeiros rejeitou numa entrevista reabrir o diálogo com Damasco que acusa de apoiar grupos terroristas.
Mas o ministro da Defesa, Ehud Barack, também lider dos trabalhistas quer que as negociações com a Síria sejam mantidas na agenda do governo. “Um acordo com a Siria é de uma extrema importância para o Estado israelita, protegendo obviamente os nossos interesses vitais, o diálogo com a Síria deve constar sempre na agenda governamental”.
A Síria está disposta a retomar as negociações de paz com Israel, sob mediação turca, se o novo Governo Benjamin Netanyahu aceitar o que já foi acordada com o Executivo cessante de Ehud Olmert.
Uma dessas condições “é a retirada total de Israel dos Montes Golã”, que ocupa desde a guerra de 1967.
A Turquia serviu de intermediário em quatro rondas de negociações em 2008 entre os Governos sírio e israelita, suspensas quando se iniciou a ofensiva hebraica na Faixa de Gaza em Dezembro.