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Chrysler coloca-se ao abrigo da lei de falências

Chrysler coloca-se ao abrigo da lei de falências
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A Chrysler pediu a protecção contra credores ao abrigo do capítulo 11 da Lei de Falências dos Estados Unidos.

Na teoria o construtor norte-americano declarou falência, mas na prática trata-se apenas de mais uma etapa para recuperar uma das três grandes marcas do sector automóvel dos Estados Unidos. A decisão segue-se ao fracasso, durante a madrugada, das conversações para reduzir a dívida entre credores do construtor automóvel norte-americano e o Departamento do Tesouro e teve o apoio da administração de Barack Obama. Em conferência de imprensa o presidente norte-americano afirmou que apoia “os empregados da Chrysler, as suas famílias e comunidades. Apoio a direcção da companhia, os seus vendedores e fornecedores. Apoio os milhões de americanos que têm um Chrysler ou que querem comprar um carro da marca, mas não apoia os que viraram costas quando os outros faziam sacrifícios.” É por esta razão, acrescentou que “apoio o plano da Chrysler para se servir das leis de falência de maneira a voltar a ter resultados e seguir o caminho do sucesso.” Washington confirmou um acordo entre a Chrysler e a FIAT. O construtor transalpino passa a deter 20% do congénere norte-americano e só poderá vir a ser accionista maioritário quando a Chrysler tiver pago todas as dívidas ao Estado. A administração Obama vai financiar o processo de restruturação da Chrysler com 3,5 mil milhões de dólares. Não estão previstos despedimentos nem encerramentos de fábricas do construtor norte-americano. A administração Obama vai ainda escolher seis dos nove membros do conselho de administração da Chrysler