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Papa visita muro das lamentações

Papa visita muro das lamentações
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Segundo dia da visita do Papa a Israel. Bento XVI esteve esta manhã junto ao muro das lamentações, o principal lugar santo da religião judaica em Jerusalém Oriental.

Seguindo a tradição judaica, o santo padre deixou uma mensagem de paz e esperança para o Médio Oriente na parede do templo. O local é habitualmente visitado por muitos crentes que depositam por escrito os seus desejos e orações junto ao muro. O líder da Igreja católica esteve ainda alguns minutos em recolhimento junto ao único vestígio do antigo templo de Herodes, destruído pelo Imperador Tito no ano de 70 D.C. Antes, o sumo pontífice católico esteve na mesquita do Rochedo, considerado o terceiro lugar sagrado do Islão e tornou-se no primeiro Papa a visitar o local. Ontem, dia da chegada do Papa a solo israelita, Bento XVI tinha-se deslocado ao museu do Holocausto onde as palavras que proferiu causaram decepção. O Rabino Israel Meir Lau, sobrevivente do Holocausto e dirigente da instituição afirmou que “João Paulo II falou dos milhões de judeus, que foram assassinados no Holocausto. Ele não utilizou a palavra ‘assassinados’, ele utilizou a palavra ‘mortos’. Não é a mesma coisa. Ele não disse quem os matou. João Paulo II falou sobre os ‘nazis’. No discurso dele a palavra ‘nazis’ não existe”. A origem alemã de Bento XVI faz com que as suas intervenções em relação à segunda Guerra Mundial sejam exaustivamente analisadas. Cerca de seis milhões de judeus foram vítimas do regime nazi durante conflito.