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Transporte de mercadorias perigosas em questão após descarrilamento em Itália

Transporte de mercadorias perigosas em questão após descarrilamento em Itália
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A tragédia de Viareggio está a levantar questões em Itália sobre a segurança no transporte ferroviário de mercadorias perigosas.

O ministro italiano dos Transportes anunciou a abertura de uma investigação para apurar se foram respeitadas as normas de revisão dos vagões carregados de combustível que descarrilaram e explodiram na noite de segunda para terça-feira, junto a uma zona residencial da cidade costeira na região da Toscana. Cerca de 300 pessoas passaram a noite em abrigos e tendas, devido não só aos danos causados nas suas casas mas também ao perigo que ainda representa o combustível GPL derramado no descarrilamento, enquanto os bombeiros continuam a esvaziar os vagões. De visita à zona da tragédia, Silvio Berlusconi prometeu que o Estado irá cobrir os custos da reconstrução das casas danificadas. No entanto, um grande número de habitantes de Viareggio recebeu o primeiro-ministro italiano com insultos. As autoridades ainda não avançaram uma explicação para a tragédia, mas o sindicato dos trabalhadores ferroviários da Toscana diz que o descarrilamento pode ter sido provocado por uma deformação num eixo do comboio e convocou uma greve de uma hora para exigir ao governo de Berlusconi melhores condições de segurança nas linhas italianas. O transporte de mercadorias perigosas junto a zonas residenciais é outro dos pontos a levantar polémica, quando a tragédia conta já 16 mortos. Com pelo menos um desaparecido e 34 feridos, 12 dos quais num estado “bastante grave”, o balanço final ameaça ser mais pesado.