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Zapatero garante que autores do atentado de Burgos serão rapidamente capturados

Zapatero garante que autores do atentado de Burgos serão rapidamente capturados
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A população de Burgos juntou-se no centro da cidade espanhola para mostrar indignação com o último ataque atribuído à ETA, que fez 64 feridos ligeiros.

O atentado ocorreu na antevéspera do quinquagésimo aniversário da fundação da organização separatista basca. Apesar de estar localizada fora do País Basco, a cidade de Burgos foi palco de vários ataques da ETA desde 1983, todos sem vítimas mortais. As autoridades espanholas consideram, no entanto, que este último atentado tinha um objectivo mortífero. O primeiro-ministro José Luis Rodrigues Zapatero sublinhou que “o Governo e todas as forças políticas e democráticas estão firmemente comprometidas e decididas a erradicar esta chaga de que sofre o país. Ninguém deve duvidar de que [os responsáveis] irão parar rapidamente à prisão”. A explosão de um carro armadilhado junto ao edifício residencial da Guardia Civil de Burgos fez uma enorme cratera e danificou 7 dos 14 andares do prédio, onde dormiam 120 pessoas. As autoridades não foram previamente alertadas e, segundo os investigadores, a viatura estava carregada com 200 quilos de um poderoso explosivo, usado pela ETA em quatro ocasiões desde 2008. A organização terrorista é responsabilizada por oito atentados desde o início do ano. A única vítima mortal foi um inspector da polícia, assassinado nos arredores de Bilbao em meados de Junho.
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