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Vítimas de Beslan permanecem na memória das famílias cinco anos depois

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Vítimas de Beslan permanecem na memória das famílias cinco anos depois

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Cinco anos depois, as memórias de terror e a mágoa ainda pairam na escola número 1 de Beslan.

O recinto desportivo da escola continua a ter expostas as fotografias de crianças que morreram no local. Todos os dias há parentes das vítimas a visitar o estabelecimento onde perderam a vida 333 pessoas. Em 2005 o único terrorista capturado com vida foi condenado a prisão perpétua. Os três polícias acusados por negligência foram amnistiados após um processo em que nenhum deles testemunhou publicamente. “Beslan não se transformou num ponto de viragem a partir do qual o terrorismo enfraqueceu. Nada disso. Esteve relativamente calma por uns tempos, mas está a ressurgir outra vez, infelizmente. Isso acontece porque não foram aprendidas lições, os culpados não foram punidos, o sistema que conduziu à tragédia de Beslan continua a existir”, afirma Ella Kesayeva, dirigente da ONG Voz de Beslan. No dia 1 de Setembro de 20004, milhares de pais e de alunos chegaram à escola número 1 para a abertura do ano lectivo. No local estava um grupo armado que os fez reféns durante três dias. Uma explosão no ginásio levou à intervenção das forças de segurança russas e culminou numa tragédia que fica até hoje registada na Rússia como o pior ataque terrorista de sempre. A maioria das famílias acusa as autoridades de nunca terem conduzido uma investigação credível.