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Tartaristão: uma etapa da "Rota da Seda" do século XXI

Tartaristão: uma etapa da "Rota da Seda" do século XXI
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Um cruzamento de civilizações, culturas e religiões. Situada entre a Europa e a Ásia, o segredo da república russa do Tartaristão reside na riqueza geográfica.

Passagem obrigatória da “Rota do Ouro” no milénio passado, é agora uma etapa da nova “Rota da Seda”. É também aqui que se reúnem as equipas do “Silk Way”, um rallye que serve de treino para os pilotos do Dakar. Uma localização estratégica, também no centro de um enorme projecto rodoviário entre a Europa e a China. O empreendimento é já considerado como a nova “Rota da Seda” do século XXI. O Primeiro-Ministro tártaro, Roustam Minnikhanov, reconhece a importância do projecto. Ele próprio é piloto de camiões e aproveita o rally para promover a estrada multinacional. “O Tartaristão é uma república que fabrica carros. Apoiámos sempre todas as iniciativas associadas à produção automóvel. A corrida encoraja realmente o investimento no Tartaristão, ajuda a desenvolver a própria indústria automóvel e a melhorar os contactos com os nossos países vizinhos”, explica Minnikhanov. O Tartaristão tem uma cultura extremamente diversificada. A maioria da população é muçulmana, mas é frequente encontrar igrejas ao lado de mesquitas. Isto porque, ao longo dos séculos, o país foi palco de várias invasões de diferentes povos. A História traduz-se na multiplicação de etnias, visíveis nos rostos e nos comportamentos. Tanto para a população local como para os turistas, trata-se de uma porta aberta a novas aventuras. “A estrada é boa, mas é claro que também há troços maus. Gostávamos de melhorá-la. Se as nossas estradas fossem melhores, poderíamos ir até à China, como se costuma dizer!”, desabafa um camionista. Mas o trabalho já começou. Há estradas que estão a ser alargadas de duas para quatro vias, incluindo a ponte sobre o Rio Kama. E há outros troços a serem construídos do zero. Desde a Idade Média, a estrada uniu a região de Volga aos estados da Ásia Central. Agora impõem-se trabalhos de renovação das vias de comunicação para responder aos desafios de segurança, conforto e eficácia. A Avtostrada é a empresa a quem foi concessionada a construção da estrada do lado russo. O director-geral adjunto, Nail Shaikhutdinov, explica que “o corredor Báltico – China Ocidental começa na Rússia, atravessa o Cazaquistão e a China. No total, liga três países”. O projecto traz também esperanças económicas e turísticas. As empresas aproveitam para levar mais longe as oportunidades de negócio e outras viagens se desenham no horizonte. Um jovem automobilista dá a sua opinião: “Ao nível económico, haverá provavalmente mais camiões a passar neste estrada. Ao nível social, vai ser mais confortável e fácil de viajar. Apoio realmente este projecto.” A Rússia está a abrir ou a alargar três mil quilómetros de estradas. No final, o corredor internacional terá dez mil quilómetros de uma ponta à outra. Do lado russo, espera-se a conclusão das obras em 2015. Estão também previstas outras ligações com as estradas locais. Os automobilistas começam a sentir a diferença. “Antes, passava por Naberezhnye Chelny. A distância é a mesma, mas aquela estrada tem muito tráfego. Agora posso descansar. Passei de quatro a quatro horas e meia a três, três e meia”, conta um cidadão. E outro acrescenta: “Esta ponte ajuda imenso. Antes, era muito dificil atravessar o rio. Agora, têm de se abrir as novas vias. Talvez esteja pronto para as Olimpíadas Universitárias de 2013.” As ditas Olimpíadas são jogos desportivos entre estudantes, que se realizam em Kazan, a capital de um país com uma outra riqueza capital: o petróleo. Petróleo, vias de comunicação ou investimento são palavras inscritas no futuro do Tartaristão, algures nos confins da Europa e da Ásia.