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O sonho de voar como os pássaros

O sonho de voar como os pássaros
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É o ponto de encontro por excelência dos amantes do voo livre.

A Taça Ícaro é um festival único no mundo que se realiza anualmente em Saint Hilaire du Touvet, no maciço de Chartreuse, em França.

O sonho não conhece limites e isso foi bem visível no colorido concurso de máscaras. Neste concurso peculiar a fantasia permite ver uma casa a voar.

O evento serviu também para apelar à caridade, numa iniciativa da Associação “A Asa das Crianças”, que permitiu a seis jovens em recuperação de um cancro, efectuarem um baptismo de voo. Comum a todos os presentes foi a partilha de um momento bem passado. O grande objectivo para os participantes no concurso de máscaras é a diversão. Alguns até mostraram queda para o assunto, mas essa é a última palavra que se quer ouvir quando o objectivo é voar. Bem diferente foi o colorido nos céus proporcionado pelos praticantes de parapente. Uma modalidade que não pára de crescer desde o primeiro voo efectuado em 1965, pelo norte americano Dave Barish. Uma invenção que apenas chegou à Europa no final da década de 70 mas que não só pertence aos amantes dos desportos radicais. Uma das maiores estrelas do parapente é Jean Paul Dubillon: “o parapente é uma modalidade extremamente simples. Todos podem experimentar sem correr riscos. Ao mesmo tempo é uma actividade perigosa e difícil. Exige algumas competências aéreas e um bom conhecimento das condições meteorológicas. Mas para quem tem vontade de se divertir e passar um bom bocado, está aberto a toda a gente”. No entanto quem vai ao ar, avia-se em terra. Quem optou por ficar com os pés bem assentes no chão podia sempre informar-se sobre as autorizações de voo necessárias para praticar parapente nos diferentes países europeus. Ou ainda jogar pelo seguro e experimentar as sensações do voo sem sair do sofá. Os novos Ícaros também deram um ar da sua graça e apresentaram ao mundo as suas mais recentes invenções: dirigíveis de última geração, totalmente eléctricos. Para os mais radicais, sempre em busca de novos desafios, a sensação do momento dá pelo nome de Wingsuit. Um fato com asas reservado aos saltadores mais experientes e que permite aumentar para o triplo o tempo de voo, antes da abertura inevitável do pára-quedas. O resultado são manobras únicas e uma sensação de liberdade nunca antes experimentada. Um dos nomes sonantes da disciplina é a francesa Cathy Jean Albert, com mais de 3000 saltos no palmarés: “reproduzimos um pouco daquilo que fazem os pássaros: mudar de direcção, inclinar-se para a frente para ganhar velocidade e fazer o contrário para travar. Podemos interagir com os outros praticantes, criar figuras, voar de costas, fazer loopings, só para dar alguns exemplos. Estamos mais tempo em queda livre porque temos mais resistência ao ar. Isso aumenta o nosso tempo de voo”. Num mundo em constante evolução, o sonho de Ícaro não foge à regra. A busca incessante de novos limites colocou o homem a partilhar os céus com os pássaros e a sonhar em voar ainda mais alto. Convém é não esquecer os ensinamentos da mitologia grega para não sair chamuscado pelo Sol.
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