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Programa nuclear iraniano perturba consensos de Pittsburg

Programa nuclear iraniano perturba consensos de Pittsburg
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Numa cimeira de consensos, apenas a questão do nuclear iraniano parece continuar a alimentar divisões entre os membros do G20.

Em Pittsburg, o presidente russo apelou Teerão a, “fornecer uma prova convincente das suas intenções pacíficas”, durante a reunião negocial agendada para a próxima semana em Genebra. Sem afastar a possibilidade de apoiar uma nova resolução da ONU contra o Irão, Dmitry Medvedev, propos a suspensão das sanções que pesam sobre o país, se, em troca, Teerão suspender o seu programa de enriquecimento de urânio. Medvedev afirmou que, “o Irão tem no próximo dia 1 de Outubro, em Genebra, uma oportunidade para afastar a desconfiança que paira sobre o país e para relançar uma colaboração a larga escala com a Agência Internacional de Energia Atómica”. Uma proposta que contrasta com a inquietação de França, Reino Unido e Estados Unidos, que denunciaram ontem a construção de um novo reactor clandestino iraniano. Obama garantiu ontem que continua a previligar a diplomacia como a melhor forma de resolver o impasse. “Continuamos a previligear este método, mas se este não funcionar, poderá haver outras consequências mais dolorosas”, sublinhou. Washington, Londres e Paris deverão entregar esta semana aos inspectores internacionais da AIEA um conjunto de documentos que provam que Teerão estará a construir uma instalação secreta em Quom dedicada ao enriquecimento de urânio. A central, construída sob uma montanha, não teria sido declarada até hoje aos inspectores, que exigiram já o acesso imediato ao local.