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"Sim" esmagador dos irlandeses ao Tratado de Lisboa

"Sim" esmagador dos irlandeses ao Tratado de Lisboa
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Vitória esmagadora do “Sim” no referendo irlandês sobre o Tratado de Lisboa. Esta noite, a União Europeia respira mais calmamente, depois dos irlandeses terem ratificado o documento.
 
Os dirigentes europeus de todos os quadrantes políticos apressaram-se a celebrar o acontecimento, destacando a importância do voto. O Tratado de Lisboa vai reformar e simplificar as instituições europeias e aproximá-las dos cidadãos.
 
Depois de uma campanha marcada por uma forte implicação da sociedade civil e centrada na economia, 58% dos três milhões de irlandeses foram esta sexta-feira às urnas. Sessenta e sete por cento votaram a favor do Tratado de Lisboa. O “não” ficou abaixo dos 33% e longe dos resultados de há um ano.
 
Trata-se de uma vitória para o governo de Brian Cowen que, após o primeiro referendo em Junho de 2008, obteve garantias dos parceiros europeus em temas como neutralidade, fiscalidade, aborto, assuntos laborais e a manutenção do comissário.
 
A pressão passa agora para a Europa de Leste e para os presidentes polaco e checo. Lech Kaczynski e Vaclav Klaus ainda não promulgaram o texto e, para entrar em vigor, o Tratado de Lisboa tem de ser ratificado por todos os Vinte e Sete Estados Membros.