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Klaus ratifica Tratado de Lisboa mas contrariado

Klaus ratifica Tratado de Lisboa mas contrariado
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Assinou mas contrariado. Eliminados todos os obstáculos legais, o presidente checo acabou por ratificar o Tratado de Lisboa, mas Vaclav Klaus fez questão de dizer publicamente que a República Checa perdeu ao mesmo tempo a sua soberania.

A República Checa foi o último país a ratificar o Tratado de Lisboa e os apoiantes do presidente eurocéptico mobilizaram-se até ao fim. Esta terça-feira de manhã, alguns manifestaram-se frente ao Tribunal Constitucional. De nada valeu. O colectivo de juízes rejeitou o recurso e considerou que o tratado está em conformidade com a Magna Carta do país. Era o último obstáculo a impedir a assinatura de Klaus, que já tinha vencido em Bruxelas ao conseguir uma derrogação à Carta dos Direitos Fundamentais. A ratificação checa deita por terra os projectos dos eurocépticos britânicos, entre eles o partido Conservador, que prometia organizar um referendo se vencesse as legislativas da Primavera e se o processo de ratificação não tivesse terminado nessa altura. Realizar um referendo está agora fora de questão, já que o Tratado de Lisboa entrará em vigor a 1 de Dezembro, segundo a presidência sueca da União Europeia. David Cameron, líder do Partido Conservador, acusa o primeiro-ministro Gordon Brown e o Partido Trabalhista de terem enganado os cidadãos, de serem responsáveis por não terem consultado os britânicos sobre um tratado tão importante. Com a ratificação checa está aberta oficialmente a corrida aos grandes cargos criados pelo Tratado de Lisboa. As nomeações estarão no centro de uma cimeira extraordinária em meados de Novembro.