Euronews is no longer accessible on Internet Explorer. This browser is not updated by Microsoft and does not support the last technical evolutions. We encourage you to use another browser, such as Edge, Safari, Google Chrome or Mozilla Firefox.
Última hora

Fusão British Airways/Iberia gera críticas

Fusão British Airways/Iberia gera críticas
Euronews logo
Tamanho do texto Aa Aa

A British Airways está a ser alvo de críticas, vindas de vários lados, depois do acordo alcançado com a Iberia, com vista a uma fusão.

A transportadora aérea espanhola publicou agora as contas do terceiro trimestre, com um prejuízo pior que o esperado. A companhia perdeu, antes de impostos, 331 milhões de euros. ´ As duas empresas quuerem formar a terceira maior transportadora aérea do mundo, com um volume de negócios de 15 mil milhões de euros. A nova entidade, chamada TopCo, deve ter um tráfego de passageiros anual, combinado, de 61 milhões. Em termos de pessoal, a conta chega aos 60.300 funcionários, com a British Airways a empregar 38.700 pessoas e a Iberia 21.600. Os actuais accionistas da BA vão ter 55% do capital e os outros 45% vão para os donos da Iberia. A fusão deve implicar o fim de vários milhares de postos de trabalho, sobretudo no pessoal administrativo. O presidente da British Airways, Willie Walsh, diz que esta é uma consequência natural: “Vão ser perdidos empregos. É claro que, quando duas empresas se juntam numa estrutura como esta, há poupanças que podem ser feitas nos lugares administrativos, como parte das sinergias que identificámos” A má situação económica das duas empresas tem causado alguma preocupação e mesmo críticas por parte dos concorrentes e dos especialistas. Diz o analista Simon Calder: “Tanto uma como a outra estão a perder dinheiro de forma impressionante e ambas têm problemas com o pessoal. O pessoal de cabine da Iberia esteve em greve dois dias. Ambas têm problemas com as pensões. Ficar separadas seria pior. Tanto uma como a outra esperam que esta união dê bons resultados”. De todas as críticas ao negócio, a mais dura veio do presidente da Ryanair, Michael O’Leary, que disse que a união entre a Iberia e a BA lhe fazia lembrar “dois bêbados que se apoiam um no outro para não caírem”.