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Comissão de inquérito investiga envolvimento militar de Londres no Iraque

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Comissão de inquérito investiga envolvimento militar de Londres no Iraque

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Em Março de 2003, as tropas britânicas juntavam-se às forças americanas na invasão do Iraque, apesar de um forte oposição interna. Seis anos depois, uma comissão de inquérito questiona os motivos que levaram o Reino Unido a entrar no conflito.
 
No arranque dos trabalhos, Sir John Chilcot, o líder do grupo, avisa que ninguém será poupado.
 
“Nós não somos um tribunal, nem procuramos um culpado específico, os nossos processos reflectem isso. Ninguém está aqui a ser julgado, não podemos determinar culpa ou inocência, só os tribunais podem fazê-lo. Mas comprometo-me a que, assim que tivermos um relatório final, não fugiremos a fazer críticas, seja a instituições, a processos, ou a indivíduos, sejam eles verdadeiramente necessários”, disse.
 
Entre os intervenientes chamados a depor pela comissão figuram antigos responsáveis dos serviços secretos e outros altos funcionários, mas também membros do Governo trabalhista que decidiu intervir na guerra. O testemunho mais aguardado é o do ex-primeiro ministro Tony Blair, que na altura garantiu que o regime de Saddam Hussein tinha armas de destruição maciça
 
A decisão de entrar no conflito encontrou muitas resistências por parte da opinião pública, dos próprios apoiantes trabalhistas e até levou a demissões no executivo.
 
Após vários relatórios que ilibaram os ministros de então de qualquer responsabilidade, em Abril deste ano as operações de combate cessaram oficialmente.
 
A guerra no Iraque teve um saldo de 179 baixas entre um contingente de 45.000 militares britânicos que passaram pelo território.