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Interrupção temporária da colonização não convence palestinianos

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Interrupção temporária da colonização não convence palestinianos

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Jerusalém Leste não será abrangida pela interrupção temporária da colonização proposta por Israel. Uma excepção, que não é única, na oferta do governo israelita: uma interrupção de 10 meses na construção de colonatos, para fazer avançar o processo de paz, mas sem prejudicar o povo israelita, como explicou o primeiro-ministro, Benjamin Netanzahu: “A suspensão não vai afectar as construções já começadas e não abrangerá escolas, jardins infantis, sinagogas e os edifícios públicos necessários à continuação da vida normal durante o período da suspensão.”

Mas a proposta israelita, aprovada pelo Gabinete de Segurança, não convence os palestinianos, para quem o regresso às negociações passa pela paragem total da colonização. “O que Benjamin Netanyahu anunciou agora é uma das maiores manipulações da sua história. Não se trata de uma paragem, nem de uma suspensão e nem sequer de uma redução dos colonatos”, afirma Mustafa Barghouti, do Conselho Legislativo Palestiniano. A extrema-direita israelita, os colonos, os religiosos e mesmo certos deputados da maioria também são contra a medida e receiam a “morte dos colonatos”. Os Estados Unidos acolheram positivamente a proposta. O que, para o Hamas, mostra bem “o recuo da posição norte-americana face à causa palestiniana e às promessas feitas aos árabes e aos muçulmanos.”