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Detectar cancro com uma simples análise ao sangue

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Detectar cancro com uma simples análise ao sangue

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Tom Waterson tinha apenas dois anos quando lhe diagnosticaram um tumor cerebral. Passados 18 anos e três cirurgias continua doente.

Mas um novo método de diagnóstico desenvolvido por cientistas australianos está a devolver a esperança a Waterson. Médicos do Instituto Pediátrico de Pesquisa Médica de Sidney descobriram que o ADN’s de 15 por cento dos cancros têm características distintas. Garantem que é circular e está presente do sistema sanguíneo, o que permite detectá-lo. O doutor Jeremy Henson da Rede de Investigação Oncológica da Universidade de Sidney diz que alguns dos tumores mais agressivos, como o cérebro são diagnosticados em análises sanguíneas. “Os tipos de tumores que mais usam este mecanismo são os osteosarcomas ou cancro dos ossos; um cancro do cérebro, em particular, chamado Glioblastoma multiforme, que é um tumor muito mau; tumores em tecidos de ligação, como cancros de gordura e, em menor grau, os cancros da mama e dos pulmões”, refere. De acordo com o Doutor Henson, o teste vai permitir saber se a quimioterapia está a funcionar e dar, assim, aos pacientes uma ideia mais precisa sobre a esperança de vida. Já o professor Roger Reddel do Instituto Pediátrico de Pesquisa Médica da Nova Gales do Sul afirma que a descoberta vai dar origem a novos avanços. “É um grande passo para conhecer este tipo de tumores e é um enorme avanço para o desenvolvimento de novos tratamentos”, garante. Os cientistas estão confiantes de que os testes sanguíneos estejam disponíveis no próximo ano. Uma luz de esperança para milhões de doentes em todo o mundo.

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