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Amnistia fiscal italiana supera expectativas

Amnistia fiscal italiana supera expectativas
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A amnistia fiscal italiana saldou-se na regularização de 95 mil milhões de euros. Mais de 93 foram efectivamente repatriados para bancos de Itália.

A medida do executivo de Silvio Berlusconi começou a 15 de Setembro e deveria terminar a meio de Dezembro. O governo prolongou-a até o final de Abril, na expectativa de conseguir o repatriamento de mais 30 mil milhoes.

Até 15 de Dezembro, os titulares de contas no estrangeiro beneficiaram de um imposto de 5%. O valor passa para 6% até fim de Fevereiro e sobe para 7 até final de Abril. Com isto, o governo espera encaixar 5 mil milhões de euros nos cofres de Estado.

Um analista explica que “a maior parte da soma repatriada é proveniente de contas de 10, 15 a 20 milhões de euros”. Ou seja, explica Alessandro Platerotio, “a fuga fiscal não é apenas da alta finança porque também acontece entre os pequenos e médios profissionais que, para não se submeterem à excessiva pressão do sistema fiscal italiano, preferem levar o capital para o estrangeiro.”

A luta contra a fuga ao fisco provocou uma crise diplomática entre a Itália e a Suíça. As autoridades intensificaram as rusgas a dezenas de bancos suíços na Itália.

Outro ponto polémico, a oposição julga a amnistia como um presente fiscal que permite lavar dinheiro de forma impune.

O governo responde dizendo que “o tempo dos paraísos fiscais acabou para sempre.”