CIA, FBI, NSA são as siglas mais conhecidas, mas ainda há a DIA, NGA, NCTC…são 16 as agências que integram o sistema norte-americano de informações.
Barack Obama acaba de lhe apontar os defeitos, nomeadamente a falta de partilha de informações.
Esta crítica já tinha sido feita a seguir ao 11 de Setembro, quando os serviços secretos falharam.
Nesse caso foi a CIA, agência de espionagem americana, e o FBI, serviço nacional de informações, que não souberam prever estes ataques.
No entanto, estavam em posse de todas as informações.
O FBI ingnorou várias chamadas de atenção dos agentes sobre os cursos de pilotagem de alunos originários do Médio Oriente. E a CIA não transmitiu ao FBI o que sabia sobre dois dos piratas do ar envolvidos nos atentados.
A rivalidade histórica entre o FBI e a CIA, a falta de partilha de informações, a burocratização dos serviços e algumas falhas humanas no processod e investigação, estão na base do fiasco.
No dia a seguir aos atentados de 11 de Setembro, Geoge W. Bush iniciou a reforma dos serviços norte-americanos de informação.
Essa reforma culminou em 2004, com a assinatura de uma protocolo para a prevenção do terrorismo (The Intelligence Reform and Terrorism Prevention Act).
Afirmou então que “a Direcção Nacional de Inteligência tem autoridade para ordenar a recolha de novas informações e assegurar a partilha de conhecimento entre as agências”.
Mas o que é certo é que, em torno da Direcção Nacional de Informções gravitam 16 agências, nomeadamente o NCTC, Centro Nacional de Contra-Terrorismo….
E cinco anos depois da criação, a estrutura é apanhada em falta com o atentado falhado no voo de Amsterdão-Detroit.
As instalações do Centro Nacional de Contra-Terrorismo, perto de Washington, lembram mesmo a séria norte-americana 24 horas. Talvez tenha sido essa mesma abundância de informações que entravou o próprio sistema.



