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Islândia vai referendar reembolso das vítimas estrangeiras da crise bancária

Islândia vai referendar reembolso das vítimas estrangeiras da crise bancária
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Será um referendo a decidir se a Islândia vai ou não reembolsar os clientes estrangeiros afectados pela falência dos bancos do país.

O presidente islandês aceitou a petição popular contra a legislação aprovada pelo governo a 31 de Dezembro.

A chamada lei “Icesave” prevê que Reiquiavique reembolse quase 3,8 mil milhões de euros avançados pelo Reino Unido e pelos Países Baixos. Uma soma que representa 40% do PIB da Islândia.

Os contribuintes islandeses consideram injusto ter de pagar pelos erros dos bancos que ofereciam altas taxas de juro e não conseguiram sobreviver após o estalar da crise financeira e o colapso do sistema bancário islandês.

Mas há quem tenha uma visão diferente. Londres e Haia querem o dinheiro de volta.

O ministro das finanças holandês afirma que se trata de “uma decisão inaceitável tanto mais que que a Islândia beneficiou de uma taxa de juro baixa e de prazos alargados de reembolso que tiveram em conta a difícil situação do país”.

O responsável sublinha que “não podem ser os contribuintes holandeses a pagar pelo falhanço dos bancos e das instituições de regulação da Islândia”.

O não reembolso do crédito compromete seriamente a candidatura da Islândia à União Europeia. É a mensagem deixada por Londres.

Um responsável do Tesouro britânico sublinha que o FMI está atento e caso não haja uma solução satisfatória, a questão terá de ser vista ao nível europeu.

Uma sondagem recente revela que 70% dos islandeses são contra a lei “Icesave”. Segundo um responsável do governo, o referendo deverá realizar-se dentro de quatro a oito semanas.