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Justiça francesa decreta continuação do processo do Concorde

Justiça francesa decreta continuação do processo do Concorde
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O julgamento do acidente do Concorde em 2000 vai continuar. A Justiça francesa rejeitou o pedido de anulação imediata do processo efectuado pelos advogados da Defesa, nomeadamente o representante da Continental Airlines.

O advogado da companhia norte-americana denunciava a suposta parcialidade e falta de independência dos investigadores, ligados ao mundo da aeronáutica.

As investigações em que se apoia a acusação atribuem as responsabilidades do acidente a uma peça de titânio que terá caído de um avião da Continental poucos minutos antes da descolagem do Concorde.

A peça terá, segundo os peritos, feito rebentar um dos pneus do avião supersónico, o que levou à explosão nos depósitos de combustível.

O Concorde despenhou-se sobre um hotel a 25 de Julho de 2000, dois minutos depois da descolagem do aeroporto Charles de Gaulle, nos arredores de Paris, fazendo 113 mortos.

Para além da Continental e de dois dos seus técnicos de manutenção, são julgados dois antigos responsáveis do programa Concorde e um ex-responsável da administração do transporte aéreo em França.

O processo deverá prolongar-se durante quatro meses.