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Justiça do Haiti decide futuro dos missionários acusados do rapto de crianças

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Justiça do Haiti decide futuro dos missionários acusados do rapto de crianças

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Hoje vão saber se saem detrás das grades ou não. Os cinco homens e as cinco mulheres suspeitos do rapto de crianças haitianas, são hoje presentes à justiça de Port-au-Prince.

A audiência servirá para determinar se estes dez missionários norte-americanos, membros de uma associação caritativa baptista, serão, ou não, formalmente acusados do rapto.

“Os pais não assinaram nada mas houve acordos verbais”, garante o pastor Jean Sainvil que pôs em contacto missionários e pais das crianças. “A prova é que temos os números de telefone de todos os pais. Alguns até escreveram os números de telefone e meteram-nos nos bolsos dos miúdos. Se acontecer algo, telefonem.”

Segundo o pastor, os pais das crianças queriam que estas fossem para a América, para terem uma vida melhor do que a que as espera no Haiti, o país mais pobre do mundo.

Declarações contrárias às dos missionários americanos, que garantiram que eram órfãs, as 33 crianças haitianas, com idades entre os 2 meses e os 14 anos, que o grupo tentou fazer sair do Haiti, na passada sexta-feira.