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Governo turco defende acção da justiça que deteve mais 18 militares

Governo turco defende acção da justiça que deteve mais 18 militares
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A detenção de dezenas de oficiais do exército turco, “é sinal de que a Democracia avança”.
O primeiro-ministro Recep Tayyp Erdowan defendeu hoje a acção da justiça, que deteve mais 18 altas patentes militares acusadas de planear um golpe de Estado em 2003.
 
No total, quase 60 oficiais foram detidos desde o início da semana, mais de 20 foram já formalmente acusados de conspiração.
 
Um gesto com que o governo islamita moderado afirma estar a cumprir à risca as exigências da União Europeia em termos de separação de poderes.
 
“Ninguém está acima da lei. O destino deste país não passa por uma democracia coxa. A Turquia é um estado democrático e um estado de direito”, afirmou Erdowan.
 
A imprensa turca acusa, no entanto, o governo e a justiça de terem cedido às pressões dos militares. Os três oficiais mais graduados nas mãos da polícia foram ontem libertados, depois da reunião entre o primeiro-ministro, o presidente e o chefe do Estado maior do exército turcos.
 
“Foram absurdos os comentários da imprensa sobre o encontro de ontem. E deixo um aviso aos patrões dos jornais, ninguém pode dizer que não tenho o direito de intervir naquilo que escrevem os jornalistas. Porquê? Porque ninguém tem o direito de aumentar as tensões neste país. Não posso deixar que esses artigos afectem a nossa economia”, sublinhou Erdowan.
 
A tensão crescente entre o exército e o governo islamita moderado tinham levado ambos a desmentir rumores de eleições antecipadas e de uma eventual demissão em bloco da cúpula militar.

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