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Tempestada mata 53 franceses

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Tempestada mata 53 franceses

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A tempestade Xynthia já está em França e com um balanço de tragédia – 53 mortos e danos materiais, por enquanto, incalculáveis.

Esta segunda-feira, as autoridades devem pedir à União Europeia que accione o fundo de solidariedade, para ajudar a França a enfrentar os estragos. Muita gente, viu a morte à frente dos olhos e não esquece esses momentos de angústia.

“Esta noite, saí da minha casa a nadar, pela casa de banho. Depois, refugiei-me em cima de umas máquinas das obras, em frente da minha casa. Passei a noite com o meu marido sobre as máquinas, deitada ao comprido, de bruços, para sentir, o menos possível, o impacte do vento. Esperámos por socorros que chegram esta manhã”, contou uma mulher.

O primeiro-ministro, François Fillon, não tem dúvidas de que se trata de uma autêntica “catástrofe nacional”.

Os mais idosos causaram preocupação. Uma mulher contou o drama dos seus pais:

“Esperei que salvassem os meus pais. Eles estavam bloqueados, na mansarda desde as quatro horas desta manhã. Não foram socorridos. É muito inquietante, muito inquietante, porque ele disse-me que a maré estava a subir. Agora, não têm electricidade. São idosos de mais de 70 anos”.

E não há quem tenha memória de qualquer coisa de semelhante. Nas costa sudoeste de França, as ruas estão transformadas em Rios. A água invadiu as casas, quase até aos telhados.

O Governo reuniu o seu gabinete de emergência para concertar medidas e fazer o balanço. O Presidente da República, Nicolas Sarkozy vai passar esta segunda-feira, nas regiões mais fustigadas.

Alemanha e Bélgica estão agora da rota da tempestade.