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Mais cidades chilenas sob recolher obrigatório

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Mais cidades chilenas sob recolher obrigatório

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Novas imagens daquele que foi um dos mais poderosos sismos das últimas décadas continuam a surgir, como as de uma discoteca em Santiago do Chile, que apesar dos 500 quilómetros de distância do epicentro, também foi sacudida.

O novo balanço das autoridades dá conta de 795 vítimas mortais, grande parte originada pelas três ondas gigantes que seguiram o abalo de 8,8 graus na escala de Richter com epicentro a 115 quilómetros da cidade de Concepcion.

A população queixa-se de que a ajuda não está a chegar mas a presidente Michelle Bachelet, aqui a visitar sobreviventes na cidade de Talca admite existirem dificuldades, devido aos cortes nas vias de comunicação, mas garante que a ajuda está a chegar ao terreno.

A distribuição de víveres e mantimentos é uma das prioridades. Estima-se que mais de dois milhões de pessoas tenham sido afectadas pela tragédia.

Outra prioridade do governo é manter a ordem pública. Os casos de de pilhagem tem tendência a aumentar, à medida que a fome e o desespero crescem.

Sete cidades estão agora submetidas ao recolher obrigatório.

O país trata dos sobreviventes e chora os seus mortos. A pouco e pouco a esperança de se encontrar pessoas com vida desvanece, seguindo-se a tarefa de identificar os corpos de familiares.

O Chile é um país em dor. A verdadeira dimensão da tragédia ainda está por apurar.