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Mortos no Uganda já são mais de 80

Mortos no Uganda já são mais de 80
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À medida que prosseguem as buscas, no Uganda, a dimensão da tragédia vai ficando mais clara.

80 mortos é o número agora avançado pelas autoridades.

Alguns habitantes escavam o terreno. Armados de pás, enchadas, e até com as próprias mãos, tentam encontrar sobreviventes.

Mais de 300 pessoas estão desaparecidas, mas teme-se agora que o número esteja longe da realidade.

O governo já enviou responsáveis para o terreno. Em conjunto com a Cruz Vermelha distribuem-se alimentos e ajuda médica. As chuvas ameaçam um agravamento da situação, como refere Fred Mukeni, do Parlamento, na região de Bududa.

“Um grupo de crianças que iam para a escola foram enterradas, pessoas que estavam na igreja foram enterradas, pessoas que estavam em Nameti, no centro de saúde, incluíndo o corpo médico e alguns doentes, foram enterradas. O que nos está a preocupar agora e que as chuvas não param de cair.”

O desabamento de terras enterrou várias aldeias do leste montanhoso do Uganda.

Na origem da tragédia, as chuvas torrenciais que fustigaram a região de Bududa, próxima da fronteira com o Quénia.

O exército ugandês foi destacado para participar nas operações de resgate. Mas a chuva não deu ainda tréguas e pode provocar outros aluimentos.

A parte oriental do Uganda é regularmente vítima de desabamentos de terras. O mesmo acontece na região das montanhas Rwenzori, a oeste. Em 2008, as enxurradas obrigaram milhares de pessoas a fugir de casa no norte do país.