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Violência não impede iraquianos de votarem

Violência não impede iraquianos de votarem
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Apesar das ameaças da Al-Qaeda, para que os iraquianos não saiam à rua, os eleitores estão a dirigir-se às assembleias de voto.

“Estas eleições marcam um novo passo na nossa democracia – e igualmente um teste”, congratulava-se o presidente, Jalal Talabani.

Estas são as segundas eleições legislativas, no Iraque, desde a invasão americana. Dezanove milhões de eleitores vão escolher entre os 6000 candidatos que concorrem aos 325 assentos parlamentares. As mulheres também marcam presença – quase duas mil concorrem aos 81 assentos que lhes são reservados.

O actual primeiro-ministro xiita recandidata-se ao posto. Nuri al-Maliki lidera a coligação Estado de Direito, que promete pôr fim à corrupção e relançar os serviços públicos no país. Mas nenhuma das 86 listas concorrentes deverá alcançar a maioria, pelo que se esperam semanas ou mesmos meses de negociações até à formação de um novo governo.

Um eventual vazio de poder que grupos terroristas, como a Al-Qaeda, podem aproveitar para semear o terror.

Hoje mesmo, apesar do reforço da segurança, pelo menos 15 pessoas já morreram, em atentados em Bagdad e em Baiji.

Sobe assim para 65, o número de vítimas mortais de atentados desde a passada quinta-feira.