Última hora
This content is not available in your region

Vaga de escândalos leva bispos alemães ao Vaticano

Vaga de escândalos leva bispos alemães ao Vaticano
Tamanho do texto Aa Aa

A igreja católica alemã tenta combater a vaga de escândalos das últimas semanas, um dos quais envolvendo o irmão do Papa Bento XVI.

O líder da confederação episcopal alemã desloca-se hoje ao Vaticano para discutir o tema com o sumo pontífice, num momento em que surgem novos testemunhos sobre casos de violência física e sexual no colégio católico de Ratisbona, no Sul do país.

Wolfgang Blaschka, foi aluno na instituição nos anos sessenta e lembra-se das sevícias infligidas pelo director da escola:

“Um dia puxou-me tanto as orelhas que acabou por rasgar-me o lóbulo da orelha, outro dia levantou-me no ar, pelos cabelos. E quando me tentava agarrar ao braço do director ele batia-me ainda mais”.

Vários antigos alunos e membros do coro da escola acusam a direcção de estar ao corrente dos casos de abuso e violência, entre os quais Georg Ratzinger. O irmão do actual Papa, e director do coro de Ratisbona durante 30 anos, rejeitou ter tido conhecimento das situações evocadas, admitindo, no entanto, “ter dado algumas bofetadas”.

A igreja católica alemã abriu um inquérito interno cujas conclusões deverão ser apresentadas no final do mês.

Para o bispo de Ratisbona não há necessidade de pedir a intervenção do Papa:
“Estes casos pertencem ao passado. Não podemos voltar atrás, agora a prioridade é de fazer justiça em nome das vítimas daquela época”.

Nas últimas semanas, 120 vítimas apresentaram queixa por abusos em várias instituições católicas alemãs nos últimos 30 anos.

A maioria afirma ter alertado as altas esferas da igreja católica e mesmo o Vaticano, sem ter obtido qualquer resposta.