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Doha discute interdição da pesca do Atum vermelho

Doha discute interdição da pesca do Atum vermelho
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A interdição do comércio do Atum vermelho, uma medida apoiada pela União Europeia e Estados Unidos, está envolta em incertezas devido à oposição, principalmente, do Japão e da Austrália

O futuro deste peixe em vias de extinção está a ser discutido em Doha, no Qatar, sob patrocínio da Organização das Nações Unidas.

Cento e setenta e cinco países participam no diálogo, dividido em dois blocos. Os participantes na Conferência sobre a Fauna e Flora Ameaçadas, que vai durar duas semanas, também analisam o futuro de outras 40 espécies, entre elas o tubarão, o urso polar, os corais e os elefantes.

O Mónaco propôs a interdição total da pesca do Atum vermelho. O debate não é fácil. O Japão importa 80 por cento da produção mundial do Atum vermelho. Oitenta por cento é também o valor total do “stock” de Atum desaparecido nos últimos anos no Mediterrâneo.

Os consumidores e pescadores japoneses têm-se manifestado contra a possibilidade da interdição – importantes somas financeiras estão em causa, já para não falar da iguaria que esta espécie de Atum representa.

No mercado de peixe de Tóquio, o maior do mundo, diariamente são transaccionados milhões de euros em Atum vermelho, que depois é consumido internamente ou exportado, com frequência terminando nos pratos de sushi e sashimi um pouco por todo o mundo.