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África do Sul relembra Massacre de Sharpeville

África do Sul relembra Massacre de Sharpeville
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21 de Março: Dia Internacional Contra a Discriminação Racial. Uma data instituída pela ONU para relembrar o massacre de Sharpeville, na África do Sul.

Foi há 50 anos que a polícia abriu fogo contra civis negros que protestavam pacificamente e matou 69 pessoas.

Hoje, o vice-presidente sul-africano, Kgalema Motlanthe, relembrou que “a liberdade também obriga os estados a protegerem os direitos humanos”.

A 21 de Março de 1960, a população negra reuniu-se para queimar os passes que o governo a obrigava a transportar em permanência.

O massacre constituiu o ponto de viragem na luta contra o Apartheid, que focalizou as atenções do mundo inteiro na África do Sul e levou o governo a proibir o ANC, de Nelson Mandela.

Meio século depois e, em liberdade, a população reuniu-se no cemitério de Sharpeville para recordar os que morreram.

Os sobreviventes falam em perdão, mas não esquecem o que aconteceu. “À medida que o tempo passa e que começamos a deixar as coisas para trás, limito-me a dizer ‘durmam bem, nunca vos vamos esquecer.’ A partir de agora, não choramos mais. Perdoamos os que vos fizeram isto, mas nunca o esqueceremos”, conta uma sobrevivente.

Mas muitos estão cansados de contar as suas histórias. 16 anos após o fim do Apartheid, exigem direitos básicos, como electricidade, água corrente, escolas e trabalho.