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Governo tailandês admite eleições antecipadas mas não agora

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Governo tailandês admite eleições antecipadas mas não agora

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Foi mais uma ronda negocial que não deu em nada, na Tailândia. O país continua num impasse político.

Os Camisas Vermelhas e o governo voltaram a sentar-se à mesa esta segunda-feira, mais uma vez perante as câmaras de televisão, depois do encontro de domingo. Mas o primeiro-ministro, Abhisit Vejjajiva, recusa dissolver o parlamento no prazo de 15 dias, como exige a Frente Unida para a Democracia, embora admita poder convocar eleições antecipadas antes final do próximo ano.

Em 15 dias de manifestações relativamente pacíficas, os “camisas vermelhas” conseguiram, pelo menos, a vitória de sentar o primeiro-ministro à mesa das negociações – algo que Vejjajiva recusava categoricamente.

A oposição contesta a legitimidade deste governo, nomeado pelos militares após o golpe de Estado que derrubou em 2006 o ex-primeiro-ministro Taksin Shinawatra.

Os analistas estimam que não haverá eleições antecipadas antes de Outubro, data da próxima remodelação da alta hierarquia militar.