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Comunidade Internacional debate futuro do Haiti em Nova Iorque

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Comunidade Internacional debate futuro do Haiti em Nova Iorque

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Na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque discute-se hoje a reconstrução do Haiti, sacudido por um violento sismo, em Janeiro.

Centenas de países e organizações humanitárias vão estar representados na Conferência Internacional de Doadores, onde cada um vai dar conta do dinheiro que poderá disponibilizar para recuperar tudo o que caiu por terra.

No Haiti, que pede cerca de 4 mil milhões de dólares de ajuda, este esforço da comunidade internacional é bem visto, desde que sem segundas intenções.

“O Haiti continua a ser um país independente. Estão-nos a ajudar, é verdade. Estamos gratos, mas tentem ajudar com o objectivo de nos deixar tomar conta de nós próprios. Não o façam para tomar conta do país. Não iríamos gostar disso”, diz Garelle Sylvain, antigo proprietário de um estabelecimento comercial.

O sismo que atingiu o Haiti a 12 de Janeiro fez 220 mil mortos e um milhão e meio de desalojados.

Estima-se entre oito e 14 mil milhões de dólares, o valor dos danos materiais e das consequências económicas da tragédia.

Números que correspondem a 120 por cento do PIB, do país mais pobre do continente americano.

Em Port-au-Prince, que concentrava 65 por cento da actividade económica, cem mil casas ficaram destruídas, 200 mil danificadas. Em ruínas ficaram também 1300 escolas e centros educativos e 50 centros médicos e hospitalares.

“Eles não querem caridade. Não estão só à espera da conferência de Nova Iorque para receberem uma grande quantidade de dinheiro. Estão prontos para seguir em frente e transformar a tragédia em algo positivo”, acrescenta Marcel Stoessel, chefe da missão internacional da Oxfam no Haiti.

Na Conferência de Doadores, a ONU pretende obter contribuições no valor de três mil e oitocentos milhões de dólares.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu ao Congresso norte-americano a aprovação de fundos de cerca de dois mil e oitocentos milhões.