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Integração europeia dos ciganos em debate em Córdova

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Integração europeia dos ciganos em debate em Córdova

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“Não há morte, mas quase, há ataques violentos, em todos os casos, há racismo”: a frase é de Tony Gatlif para falar sobre o aumento do sentimento anti-cigano na Europa.

O realizador francês, de origem argelina e cigana, conhece as discriminações e os preconceitos que enfrentam os 10 a 12 milhões de ciganos que formam a principal minoria a viver na União Europeia.

Gatlif acrescenta: “São vistos como pessoas intoleráveis, que devem ser detidas, é um problema. Não. São seres humanos. Eles falam assim. O problema é que nunca foram cidadãos nos seus países. Não são cidadãos em França. Nunca foram cidadãos mesmo estando em França desde a Idade Média. Não são cidadãos na Europa, nos países europeus, na Hungria, na Roménia.”

Como integrar os ciganos e acabar com a discriminação e o racismo? A questão está na mesa da II Cimeira europeia sobre a população cigana, a decorrer, esta quinta e sexta-feira, em Córdova, em Espanha.

A comunidade cigana pede à União Europeia que passe das palavras aos actos, mas não se espera grandes avanços deste encontro, marcado pela ausência de quase todos os ministros e líderes europeus.

O início do encontro coincidiu com o Dia Internacional dos Ciganos. A data foi marcada pelos participantes com o lançamento de flores no rio Guadalquivir para recordar a vida nómada.