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Dois velhos amigos na corrida presidencial cipriota

Dois velhos amigos na corrida presidencial cipriota
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Dois rivais numa corrida presidencial. Ao longo do último ano e meio, encontraram-se mais de 70 vezes.

Mantêm uma enorme cordialidade que pode levar a pensar que são Dupont e Dupont.

Um erro de avaliação, explicado pelo professor da Universidade de Chipre, Niyazi Kizilyurek:

“Os dois líderes encontraram-se mais de 70 vezes no último ano e meio e fizeram progressos em alguns áreas importantes, mas há ainda grandes diferenças”.

De um lado, o presidente e recandidato Mehmet Ali Talat, de 58 anos. Do outro, o primeiro-ministro, e candidato nacionalista, Dervis Eroglu, de 71.

As presidenciais de 2005 já foram disputadas por eles.

Há mais cinco candidatos, sem qualquer possibilidade de sucesso.

Talat, o presidente, defende a reunificação da ilha de Chipre. Eroglu é céptico em relação ao processo negocial. Diferenças que reflectem o que se passa do lado grego.

“Nós temos dois conceitos diferentes, o lado cipriota grego está realmente apostado num governo federal centralmente forte, enquanto o lado turco prefere um estado federal frouxo. E estas duas diferentes concepções dificultam um sucesso rápido”, diz Kisilyurek.

O presidente Talat usou o primeiro mandato, para intensificar as negociações com o seu homólogo grego, da metade sul.

Eroglu sempre manifestou a sua desconfiança em relação a este processo. E pensa que a maioria dos ciopriotas turcos o acompanha neste ceptiscismo.

Se o processo voltar à estaca zero, muito coisa pode ficar comprometida. O presidente da metade grega, Demetris Christofias disse que não está disposto a recomeçar. Mas está disponívell para continuar. Um aviso para Eroglu.

Mas Ankara, para facilitar a aproximação a Bruxelas, pode usar a sua influència e assim moderar o cepticismo de Eroglu, em relação à comunidade grega.

A divisão da ilha aconteceu em 1974. A reunificação, que muita gente considera tão fatal como o destino, acontecerá um dia. Mas ninguém sabe quando.