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Extrema-direita não é favorita mas domina campanha presidencial na Áustria

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Extrema-direita não é favorita mas domina campanha presidencial na Áustria

Extrema-direita não é favorita mas domina campanha presidencial na Áustria
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A Aústria realiza este domingo eleições presidenciais e Barbara Rosenkranz, a candidata da extrema-direita, dominou a campanha mesmo sem ser a favorita. A cada aparição pública, Rosenkranz provocou protestos e ataques dos opositores e reacções de euforia dos apoiantes. Em causa as suas posições anti-feministas, a favor do nazismo, anti-União Europeia e anti-imigração.

A candidata do Partido da Liberdade, deputada com 51 anos, com dez filhos e apelidada de “Mãe do Reich”, surge em segundo lugar nas sondagens com 17% das intenções de voto. Rosenkranz aproveitou o descontentamento de muitos austríacos com a classe política. Um fosso entre elite e eleitores que denunciou em cada um dos seus comícios.

A favor ou contra, Rosenkranz não deixa ninguém indiferente. A prova: as manifestações de opositores ontem num dos seus comícios em Viena.

Na corrida à presidência da Áustria, o favorito é Heinz Fischer. O chefe de Estado cessante é membro do Partido Social-democrata e recebe 80% das intenções de voto. É apoiado pelos conservadores do Partido Popular Austríaco, com quem os sociais-democratas formam a coligação que governa a Áustria.

Mas na corrida há três candidatos. O último nas sondagens é Rudolf Ghering, líder um pequeno partido católico.

A decisão final está nas mãos de pouco mais de seis milhões de austríacos.