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Merkel diz que adesão da Grécia ao euro pode ter sido um erro

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Merkel diz que adesão da Grécia ao euro pode ter sido um erro

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A chanceler alemã disse que a admissão da Grécia na Zona Euro, há dez anos, pode ter sido um erro. Foi assim que Angela Merkel descreveu a situação do país, ao alertar para as consequências que a dívida grega podem ter para todo o grupo dos Dezasseis.

A Alemanha é o país mais relutante em dar ajuda financeira à Grécia: “Tal como estamos a ver agora na Zona Euro, a admissão da Grécia em 2000 não foi baseada em factores sustentáveis. É isso que percebemos ao olhar para esta situação difícil de crise”, disse a chefe do governo alemão.

Merkel exige dos gregos um plano de austeridade ainda mais apertado. Pediu que as negociações entre a Grécia, o FMI e os parceiros da Zona Euro se acelerassem, porque quanto mais a crise se arrasta, mais a estabilidade da Eurozona fica em perigo.

Merkel reuniu-se com o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, e com o director-geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn, que defende também um acelerar do processo: “Quanto mais depressa, melhor. Cada dia perdido é mais um dia em que a situação vai de mal a pior, não só para a Grécia, como para toda a União Europeia e talvez até para outros países”, disse o chefe do FMI.

Segundo um deputado alemão, o dinheiro de que a Grécia precisa para equilibrar as contas pode atingir os 120 mil milhões de euros, ou seja, mais do dobro dos 45 mil milhões oferecidos pela Zona euro e pelo FMI. Dominique Strauss-Kahn não quis comentar estes números.