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Esforços de colmatação das fugas de petróleo no Golfo do México

Esforços de colmatação das fugas de petróleo no Golfo do México
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A BP anunciou que vai colmatar a mais pequena das três fugas da perfuração petrolífera no Golfo do México.
Mas a quantidade de petróleo vertida continua a ser a mesma, na ordem dos 5 mil barris dia. Há a corrida contra-relógio para conter a maré negra.

A BP utilizou um dos veículos de controlo à distância para colmatar a fuga. O mesmo dispositivo também é utilizado para colher as dispersões químicas ao nível das fugas, em profundidade, o que é invulgar.

Para conter a maré negra, o grupo britânico concentra-se nas fugas assinaladas ao longo da conduta que ligava o poço à plataforma Deepwater Horizon. Construiu uma espécie de funil gigantesco para pousar sobre o poço, o mais tardar esta quinta-feira.

O porta-voz da BP, John Curry, faz o ponto da situação:

“Essencialmente é uma caixa rectangular de 98 toneladas que vai ser depositada sobre a maior fuga no fundo do mar para abrir um túnel através da caixa e levar o petróleo até à superfície onde estará um navio habilitado a recolhê-lo.”

É um desafio técnico, colocar o dispositivo no fundo marinho a 1524 metros de profundidade no escuro, mesmo conhecendo o local preciso da fuga e onde deve ser tapada.

Ao mesmo tempo, a companhia petrolífera trabalha numa solução definitiva, da qual faz parte a plataforma petrolífera que está a ser levada para o local do poço Deepwater Horizon. O objectivo é perfurar um poço alternativo para aliviar a pressão e puxar o petróleo do poço que, por enquanto, está a poluir todo o ecossistema.

É preciso fazer um furo de 3 956 metros de profundidade para chegar ao poço e selá-lo. A operação vai levar, pelo menos, 3 meses.

Até lá, é urgente impedir que a maré negra de 200 km de comprimento e 110 de largura chegue à costa. Foram colocados cerca de 150 km de flutuadores para preservar as 600 espécies ameaçadas de animais, nomeadamente o pelicano castanho que está em pleno perído de desova.