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Analistas cautelosos quanto ao futuro do mecanismo de socorro do euro

Analistas cautelosos quanto ao futuro do mecanismo de socorro do euro
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Será que o novo plano europeu de socorro pode ser aplicado a longo prazo? Será a base para um governo económico europeu? O futuro do euro acabou por ser abordado no Fórum Económico Mundial. Os analistas são cautelosos e garantem que o mais difícil ainda não foi feito, ou seja, há que ter rigor orçamental.

Daniel Gros, do Centro de Estudos Políticos europeus, defende que o euro mudou, depois dos dirigentes terem rasgado o Tratado de Maastricht, anulado a cláusula de “não salvamento” e tornado o Banco Central Europeu num controlador fiscal dos países fracos.

A decisão dos europeus surpreendeu os economistas, acalmou os mercados mas resfriou os ânimos dos candidatos à adesão. É o caso da Sérvia.

Bozidar Djelic, vice-primeiro-ministro, garante que o euro é atractivo, mas a perspectiva de adesão está agora mais longínqua. A prioridade de Belgrado é fortalecer a sua moeda e continuar com as actuais políticas fiscais de austeridade.

Depois de semanas de divisões, os europeus mostraram estar determinados, mas os analistas temem que diminua a pressão sobre os governos para reduzir os défices.

O correspondente Sergio Cantone explica-nos: “O hipotético braço-de-ferro entre os Estados, em particular os da União Europeia, e os mercados especulativos, parece ter sido ganho, por agora, pela União. Mas as dúvidas persistem quanto ao futuro desta míni-revolução do Tratado Maastricht. Não se sabe até que ponto a União Europeia terá de modificar a sua estrutura para uma maior integração das políticas económicas”.