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Vaga de protestos contra reforma do sistema de pensões

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Vaga de protestos contra reforma do sistema de pensões

Vaga de protestos contra reforma do sistema de pensões
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Uma maré humana encheu as ruas de França numa jornada de protesto contra o plano do governo para aumentar a idade mínima da reforma dos 60 até aos 62 ou 63 anos.

As vozes de protesto ecoaram nas principais cidades do país, como em Marselha onde desfilaram 80 mil pessoas, segundo os sindicatos, 12 mil de acordo com a polícia.

“Não posso reformar-me aos 70 anos num caixão”, diz um manifestante. “No dia 2 faço 60 anos e estou obrigado a trabalhar mais dois anos para ter direito aos meus descontos. Mas não posso ir mais longe, acho que basta”.

A greve dos funcionários públicos fez-se sentir, em particular nas escolas e nos correios. Os transportes públicos foram pouco afectados já que fazem parte de um regime especial, não incluído na primeira fase da eventual reforma.

Apesar dos protestos, há quem esteja a favor.

“Alguém tem que pagar as reformas. Ou reformamos o sistema e o financiamos ou optamos por alargar a duração do tempo de trabalho, disse um casal. “Acho normal que o alarguemos. É inevitável. Com 60 anos não estou, nem estarei no mesmo estado de saúde do meu pai e ainda menos em relação ao meu avô. Mas toda a gente deve participar”, referiu um homem.

De acordo como Comité de Aconselhamento de Pensões, nomeado pelo governo, e se nada for feito, o sistema de reformas francês pode vir a ter um défice de 70 mil milhões de euros em 2030 e de 100 mil milhões em 2050.