Última hora

Última hora

Partidos checos têm receitas diferentes para cortar o défice

Em leitura:

Partidos checos têm receitas diferentes para cortar o défice

Partidos checos têm receitas diferentes para cortar o défice
Tamanho do texto Aa Aa

A redução do défice esteve no centro da campanha eleitoral checa. No entanto, a situação deste país com pouco mais de 10 milhões de habitantes é bem melhor que a dos vizinhos da Europa Central.
  
Em 2009, a economia checa desceu 4,2%, mas espera-se que cresça 1,8% no próximo ano. A dívida pública foi de 35,4% e o défice atingiu os 5,9% do PIB.
  
“A República Checa foi, durante vários anos, o país da OCDE com menos hipóteses de caír na pobreza. O número de pessoas em risco de pobreza é muito baixo, graças a um sistema social muito generoso”, diz o economista Tomas Sedlacek.
  
É no sistema social que o principal partido de direita, ODS, mais pretende poupar, nomeadamente ao cortar nos subsídios. O partido acredita que pode reduzir o défice abaixo dos 3% em 2012 e chegar ao equilíbrio em 2017.
  
Já o partido social-democrata, CSSD, tem os mesmos objectivos, mas para 2013 e 2018. Defendem que a receita para reduzir o défice é aumentar os impostos sobre os mais ricos e sobre as empresas. Querem também voltar a abolir as tarifas dos serviços de saúde, que foram agora introduzidas depois de longos anos em que estes serviços eram 100% gratuitos.
  
Ao reduzir o défice, tanto o governo como a oposição querem entrar nos moldes do Pacto de Estabilidade e Crescimento da União europeia. Isto mesmo se a ideia de entrar na Zona Euro foi, para já, adiada. Diz o analista Miroslav Frayer: “É preciso resolver o problema dos défices, sobretudo tendo em conta que, no que toca à União Monetária Europeia, as condições de adesão à Zona Euro vão endurecer”.
 
Outra frente de batalha desta luta contra o défice é o combate à corrupção que, segundo a Transparency International, causa um prejuízo equivalente ao próprio défice.