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UE diz estar preocupada com os direitos humanos na Rússia

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UE diz estar preocupada com os direitos humanos na Rússia

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Os direitos humanos surgem no segundo dia da cimeira União Europeia-Rússia. Dimitri Medvedev, Catherine Ashton e Herman van Rompuy preferiam falar de economia, mas o encontro em Rostov foi ensombrado pela violenta repressão de protestos em várias cidades russas.

Em Moscovo, mais de 150 activistas foram detidos, ontem, quando participavam num protesto para exigir o direito de manifestação, como lhes garante a constituição mas não as autoridades.

Os europeus não criticaram o ocorrido, mas o presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, disse mesmo assim que “a situação dos activistas dos direitos humanos e dos jornalistas na Rússia preocupam seriamente o público europeu em geral”.

Evitar os temas quentes era o objectivo de ambas as partes. Russos e europeus queriam concentrar-se nas medidas para relançar as trocas comerciais afectadas pela crise económica e na questão dos vistos. Tema que o presidente russo não deixou escapar.

Dimitry Medvedev garante que a decisão está nas mãos dos europeus, pois Moscovo “está pronta para eliminar os vistos já amanhã, está disposta a acolher os europeus sem precisarem de vistos, pois do lado russo, o processo está bastante avançado”.

Vinte anos após a queda da Cortina de Ferro, os russos querem ver eliminados os vistos entre a União Europeia e a Rússia. Uma questão que se tornou mais importante depois de Bruxelas ter proposto, há dias, o fim dos vistos para bósnios e albaneses. Moscovo espera que os europeus cheguem em breve a um consenso na matéria e recorda que a segurança não será posta em causa.