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Justiça indiana condena oito responsáveis pela tragédia de Bhopal

Justiça indiana condena oito responsáveis pela tragédia de Bhopal
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Foi à porta do tribunal que familiares e vítimas da fuga de gás tóxico de Bhopal esperaram pelo veredicto, mais de 25 anos depois da catástrofe.

O tribunal da cidade indiana condenou a dois anos de prisão, oito dos acusados de responsabilidade no acidente.

Acusados inicialmente de homicídio, os arguídos viram a acusação ser reduzida em 1996 para morte por negligência, crime punido com um máximo de dois anos de prisão, na Índia.

Na rua, o ambiente era de grande tensão:
“Porque é que não nos deixam entrar no tribunal. Quem deu a ordem? Porque é que o governo tem tanto medo? Porque é que os ministros têm medo? Perdemos os nossos maridos, os nossos filhos, os nossos netos. Porque é que não nos ouvem?” Protesta uma mulher.

Uma activista garante que “a luta vai continuar até que as pessoas de Bhopal obtenham justiça e dignidade. Tudo o que as pessoas conseguiram foi porque lutaram durante os utimos 25 anos”, conclui.

Entre os oito considerados responsáveis pela justiça está o então director da Union Carbide, a empresa norte-americana proprietária da fábrica de pesticidas de onde se libertou o gás mortífero na madrugada de 4 de Dezembro de 1984. Warren Anderson terá fugido para os Estados Unidos.

Segundo os dados do governo indiano, 3.500 pessoas perderam a vida nos três dias seguintes à catástrofe, mais 25 mil pessoas morreram até agora dos efeitos do gás e 100 mil sofrem de doenças crónicas provocadas pela contaminação dos lençóis freáticos da região.