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UE decide avançar unida para uma governação económica

UE decide avançar unida para uma governação económica
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Avançar e mais unidos do que nunca. Os chefes de Estado e de governo dos Vinte e Sete mostraram ter aprendido com a crise e decidiram reforçar a governação económica.

O objectivo é coordenar as políticas económicas para evitar uma nova crise, tendo em conta os rumores sobre a saúde financeira de Espanha. Apesar das evidências, o presidente do Conselho Europeu escolheu iniciar o encontro garantindo que “não há crise”.

O objectivo central desta cimeira era dar uma imagem de unidade para tranquilizar os mercados. Foi nesse sentido que os dirigentes foram unânimes em dizer que a Europa precisa de um maior rigor orçamental e que o Pacto de Estabilidade tem de ser reformado. Mas não só. Os europeus querem aplicar um imposto bancário e vão defender o projecto na cimeira do G20.

Interrogado sobre a estratégia europeia para vencer as reticências dos membros do G20, o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, respondeu: “Temos uma posição comum, de todos os países europeus, e tentaremos convencer os nossos parceiros, mas concordamos, implicitamente, que se não houver um consenso no G20 iremos avançar, nós iremos avançar”.

Os europeus querem enviar a mensagem de que os bancos têm de pagar uma parte da factura da crise. É nesse sentido que exigem também mais transparência. Até final de Julho, serão publicados os resultados dos testes sobre a resistência financeira (stress tests) dos bancos europeus.

Segundo o nosso correspondente em Bruxelas, Sergio Cantone, “a estratégia de passar a mensagem que também os bancos devem contribuir na luta contra a crise, pode funcionar apenas até à reunião do G20. De facto, podem surgir nessa altura algumas discrepâncias, em primeiro lugar com os países do G20 mas também entre alguns países da União Europeia”.