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Febre do futebol ameaça afastar colombianos das urnas

Febre do futebol ameaça afastar colombianos das urnas
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O mundial de Futebol na África do Sul poderá influenciar as presidenciais na Colômbia.

Esta é pelo menos previsão dos analistas, que temem uma queda na taxa de participação na ordem dos 10% na segunda volta das eleições.

A febre do futebol é uma das razões.

O chefe de Estado diz que é muito agradável ver os jogos de futebol já que o desporto une a humanidade, mas lembra que é ainda mais agradável se os colombianos o fizerem depois de terem votado.

Mas esta não é a única explicação. A vitória do delfim de Álvaro Uribe, o ex-ministro da Defesa Juan Manuel Santos é dada como praticamente certa.

As sondagens dão-lhe mais de 40 pontos de avanço sobre o candidato dos verdes. Os colombianos acreditam que a sorte está lançada e que pouco ou nada podem fazer para contrariar as projecções.

E se assim for, o sonho de Antanas Mockus, antigo presidente da câmara de Bogotá, chega hoje ao fim.

O escrutínio está a ser marcado por um incidente no nordeste do país, mais concretamente na localidade de San Jerónimo onde material de voto foi queimado. Desconhecem-se para já os autores do crime.

Cerca de 350.000 polícias e militares foram mobilizados para segunda volta das eleições na Colômbia.

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