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"Nostalgia colonial" causa polémica em França

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"Nostalgia colonial" causa polémica em França

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Em clima de plena ebulição política, as comemorações do 14 de Julho em França também não escaparam à polémica.

A presença de alguns exércitos das ex-colónias gaulesas na tradicional parada militar em Paris, provocou um coro de críticas.

A Festa Nacional assinala o início da Revolução, com a queda da Bastilha, mas o presidente francês demarca-se da ideia de “nostalgia colonial”. Nicolas Sarkozy diz que este ano se reconheceram também os laços que unem o país às ex-colónias. Palavras que são uma honra para alguns chefes de estado, numa altura em que se assinala o cinquentenário da independência.

“Queria quanto muito alegrar-me desta ocasião que nos é dada pela França, que nos convidou para estar aqui a assistir ao desfile do 14 de Julho e, sobretudo, ao deixar desfilar os herdeiros das tropas africanas, que participaram nas várias grandes guerras em França”, diz Amadou Toumani Touré.

A Federação Internacional de Ligas dos Direitos Humanos alertou que podiam assistir ao desfile “criminosos de guerra e outros predadores dos direitos do homem”. Referia-se à presença de soldados de países como o Congo e o Togo.

“A minha questão é: será que as pessoas que participaram no desfile podem ser procuradas judicialmente por causa de falhas graves? A isso, o governo francês responde com silêncio”, diz Michel Tubiana, presidente da Liga Francesa dos Direitos Humanos.

Hérve Morin, o ministro francês da defesa, desmente tais suspeitas.

Ontem, centenas de pessoas saíram à rua para protestar contra a presença de vários líderes africanos, na data mais importante do calendário oficial da França.