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Entrevista exclusiva de Fariñas à Euronews

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Entrevista exclusiva de Fariñas à Euronews

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O estado de saúde do dissidente cubano Guillermo Fariñas é, ainda, frágil. No início de Julho, o jornalista de 48 anos pôs fim a uma greve de fome de 135 dias depois de conhecida a intenção do regime libertar 52 presos políticos.

Um acordo mediado pela Igreja católica cubana e que segundo Farinas não deve ficar por aqui já que muitos continuam na cadeia.

O dissidente falou com a Euronews a partir do Hospital de Santa Clara, no centro de Cuba:

“Os irmãos Fidel e Raul vão tentar fazer com que as mudanças fiquem por aqui, com a libertação destes 52 prisioneiros de consciência. E nós temos de fazer com que isso não aconteça. São necessárias reformas e, isso, depende de nós, da oposição pacífica, depende do povo de cuba mas também dos meios de comunicação social internacionais, dos governos, parlamentos, organizações políticas de todo o mundo. Depende da esquerda democrática que criticou fortemente o que está a acontecer em Cuba e, também, depende dos exilados e da diáspora cubana em qualquer parte do mundo.

Creio que a igreja católica é um veículo idóneo a nível nacional para levar a cabo este tipo de mediação. Creio que a Igreja católica deve desprender-se de todo um conjunto de inibições que tem e compreender que estamos a viver um momento crucial na história de Cuba e que deve aproveitar este papel que a história e Deus lhe deu, que é poder mediar as diferentes partes em Cuba.”

Desde 1995, Fariñas fez 23 greves de fome, a mais longa durou meio ano. O objectivo foi sempre o mesmo: a libertação dos presos políticos em Cuba.