Última hora
This content is not available in your region

Guillermo Fariñas comenta contornos da libertação de dissidentes cubanos

Guillermo Fariñas comenta contornos da libertação de dissidentes cubanos
Tamanho do texto Aa Aa

Guillermo Fariñas, jornalista e dissidente cubano, recupera da greve de fome que durava há quatro meses. Está sob os cuidados médicos, no Hospital de Santa Clara, em Cuba.

Fariñas terminou o protesto, no dia 7 de Julho, sob um acordo mediado pela Igreja e o governo de Raúl Castro. O acordo culminou com a libertação de 52 prisioneiros políticos de um grupo de 75, condenados em 2003, à pena de prisão. As libertações vão decorrer gradualmente até Outubro.

Fariñas falou em exclusivo à euronews, esta sexta-feira.

Guillhermo Fariñas: “O regime castrista decidiu, de maneira pragmática, limpar a imagem e ao mesmo tempo tentar que a União Europeia ponha fim à posição comum e também que o governo dos EUA levante as restrições aos turistas e cidadãos para que possam viajar livremente para Cuba. O que representaria entre 6 e 8 milhões de potenciais turistas, o que seria um gesto importante para a economia cubana que se encontra em banca rota, numa crise de bens essenciais que afecta também o comércio em pesos cubanos convertíveis”.

euronews: Como avalia a libertação dos presos e o facto de que sejam obrigados a abandonar Cuba?

Guillermo Fariñas: “Pelo que sei os presos não são obrigados a partir. Esta é uma das características desta libertação, quem propõe a saída de Cuba, com todo o respeito, é o Cardeal da Igreja Católica cubana Jaime Ortega Alamino. E quando alguns dos prisioneiros se recusam, é-lhes dito que estão no seu direito e que dentro de quatro meses estarão em suas casas, no caso de não quererem sair de Cuba. Sendo assim é importante sublinhar este detalhe. Quem está a organizar as saídas de Cuba não são os opressores, os responsáveis da segurança do Estado mas a hierarquia da Igreja Católica”.

Entretanto, este sabado, mais nove presos cubanos são aguardados em Espanha, na próxima terça-feira, assim que libertados pelo regime de Castro.
Estes dissidentes que viajam acompanhados por familiares e vão juntar-se aos outros 12 opositores que estão em Espanha, desde a semana passada.