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Marcha gay em Jerusalém sob protestos de ultra-ortodoxos

Marcha gay em Jerusalém sob protestos de ultra-ortodoxos
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Uma marcha gay, na cidade santa de Jerusalém, contra a intolerância dos meios judeus ultra-ortodoxos.

Quase dois milhares de pessoas desfilaram ontem frente ao parlamento israelita para assinalar o aniversário do assassínio de dois homossexuais, no ano passado, durante um ataque à metralhadora contra um centro gay na cidade.

Um ataque que prossegue impune, apesar de abertamente homofóbico.

Um manifestante afirma, “a comunidade gay de Jerusalém é respeituosa das crenças religiosas e inclui membros de todas as religiões. E é essa a mensagem que pretendemos transmitir à população ortodoxa, de que alguns dos seus membros são também homossexuais e é importante que tenham o direito a assumir a sua sexualidade”.

Junto ao bairro ultra-ortodoxo de Mea Shearim, nas imediações do Parlamento, milhares de pessoas manifestaram-se contra a marcha, com palavras de ordem contra o que apelidaram de “abominação da natureza”.

“Estas pessoas estão doentes, fazem coisas que vão contra o que está escrito na bíblia, contra Deus, dentro da cidade santa, o que é uma heresia”, afirma um manifestante.

A marcha decorreu sem incidentes, revelando a tensão crescente entre meios liberais e ultra-religiosos dentro do estado israelita. Em 2005, um judeu ultraortodoxo tinha apunhalado três participantes da parada gay, tendo sido condenado a 12 anos de prisão.