Última hora

Última hora

Maré negra: BP optimista e cautelosa

Em leitura:

Maré negra: BP optimista e cautelosa

Maré negra: BP optimista e cautelosa
Tamanho do texto Aa Aa

É mais uma tentativa para tentar selar o poço de petróleo no Golfo do México. A BP dá, hoje, início à primeira fase da operação “Static Kill”.

O objectivo é injectar uma mistura de líquidos e de materiais sólidos no poço antes de o selar, definitivamente, com cimento.

A empresa britânica está optimista, mas lembra que o sucesso da operação não está garantido não fosse este o pior desastre ambiental de que há memória nos Estados Unidos.

Na maré negra provocada pelo Exxon Valdez, no litoral do Alaska foram derramados 41 milhões de litros de petróleo. No Golfo do México, de acordo com as autoridades norte-americanas, terão sido vertidos cerca de 800 milhões de litros. Apenas, 127 milhões foram recuperados.

Ainda, assim, o director de operações da BP afirma que não teria problemas em comer peixe do Golfo do México. Mas nem todas partilham esta opinião.

O responsável de uma organização de conservação do oceano diz que após uma investigação junto à costa se deparou com pequenos buracos na areia.

Uma espécie de bolha de petróleo que ao ser tocada expele um liquido esponjoso.

A pesca voltou a ser permitida em algumas áreas, uma medida que muitos cientistas dizem ser perigosa.

O uso de dispersantes preocupa os ecologistas que temem pelo futuro das espécies marinhas.

Em Maio, a Agência de Protecção Ambiental americana exigiu que a BP usasse químicos menos tóxicos no combate à maré negra. Uma recomendação que a BP garante estar a seguir, desde então.