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Confissão de Khadr pode ser usada em tribunal

Confissão de Khadr pode ser usada em tribunal
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A confissão do canadiano, preso em Guantánamo pelo assassinato de um soldado norte-americano, pode ser usada em tribunal.

Omar Khadr, capturado pelos americanos no Afeganistão, confessou o crime mas, mais tarde, negou tudo e afirmou ter sido chantageado.

A decisão de validar o depoimento foi tomada por um juiz, que analisava o caso desde Abril, mas o advogado da defesa lança acusações.

Para Dennis Edney a decisão do juiz confirma que é normal prender um jovem de 15 anos num campo de batalha de um ambiente hostil e ameaçá-lo de violação e assédio sexual.

Khadr, de 23 anos é acusado, entre outras coisas, de ter morto, com uma granada de mão, o soldado Christopher Speer.

A “criança soldado”, como lhe chama o advogado, filha de egípcios muçulmanos, pode ser condenada à prisão perpétua.

Ele é o mais jovem dos 176 homens que permanecem cativos em Gantánamo.

Este é o primeiro julgamento por crimes de guerra, desde a II Grande Guerra, cometido por um menor e mais “uma pedra no sapato” de Barack Obama que tinha prometido acabar com os julgamentos militares até Janeiro último.