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Paquistão ameaçado por "segunda vaga" de mortes

Paquistão ameaçado por "segunda vaga" de mortes
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As agências de ajuda humanitária no Paquistão travam uma corrida contra o tempo.

Os apoios financeiros prometidos por alguns doadores internacionais tardam em chegar ao terreno e teme-se agora uma “segunda vaga” de mortos, devido à propagação de doenças.

As inundações afectam oito por cento da população, seis milhões são crianças. A maioria não tem acesso a alimentos e água potável, o que aumentou a corrida aos hospitais, impotentes face ao elevado número de vítimas.

Mukhtar Hussain, médico no hospital em Multan descreve a situação: “Antes das inundações, normalmente analisávamos apenas quarenta crianças ao dia. Agora o número duplicou. Algumas crianças vêm directamente das áreas afectadas. Têm gastroenterite, diarreia e apresentam febre”.

As cheias afectaram cerca de 700 mil hectares de colheitas de arroz, algodão e cana do açúcar, o que ameaça o sector das exportações.

Em plena crise, a especulação cresce no país. A população ajuda das autoridades. “Deviam fixar os preços dos bens essenciais e o valor deveria manter-se o mesmo até ao final do ano.
De outra forma hoje o açúcar custa 50 rupias, amanhã já vale 60 e no dia seguinte sobe para 70. Por que razão? A colheita do ano passado por acaso sumiu-se?”, pergunta Nisar Ahmed, uma das muitas vítimas das inundações.

A Organização das Nações Unidas pediu uma ajuda de 350 milhões de euros para o Paquistão.
Os Estados Unidos responderam ao apelo e enviaram mais 16 milhões de euros, fixando em 60 milhões a contribuição de Washington.

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