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Novo alerta de inundações no Paquistão

Novo alerta de inundações no Paquistão
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Uma nova vaga de inundações agrava a já difícil situação na província de Sindh, no sul do Paquistão. Mais de 200 mil pessoas tiveram de fugir nas últimas 24 horas, fazendo aumentar as listas dos deslocados.

As autoridades esperam ver melhorias nos próximos dias, à medida que a torrente chega ao mar da Arábia, mas há cerca de um mês que grande parte do país está debaixo de água. Há 20 milhões de pessoas afectadas, oito milhões das quais a precisar urgentemente de ajuda, mas essa tarda em chegar a todos.

As águas destruíram aldeias, pontes, estradas e culturas. O sector agrícola, pilar da economia paquistanesa, foi profundamente atingido e as consequências vão fazer-se sentir por muito tempo.

Laila Noor e os nove membros da família refugiaram-se na casa do tio em Lahore. Agora pede: “o governo que registe os nossos nomes e reconstrua as nossas casas. A grande preocupação é a educação das crianças. A escola não existe e toda a aldeia está em ruínas”.

O descontentamento face à acção do governo cresce e, pela primeira vez, o partido no poder reconhece que a “situação pode ficar incontrolável”, beneficiando as organizações islâmicas, próximas dos radicais, mais eficazes no terreno.

A comunidade internacional continua a reagir. Hoje, deverá chegar um avião da NATO com ajuda da Eslováquia.

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